A Lygia Fagundes Telles é tudo de bom.
Mulher, mas com bolas.
Pronto, falei!!
quinta-feira, 30 de julho de 2009
A Hidra de Lerna
Ficar de férias é um problema...como não estou acostumada a ter tempo livre, fico descontando tudo no blog e no saco dos meus 5 leitores.
Hoje eu me lembrei de uma bobagem engraçada. Um amigo meu, um dia, visitou meu conjugado no mundo real, fuçou meus livros e disse que parecia que moravam 3 pessoas diferentes na minha casa.
eu explico. eu sou viciada em letras impressas, então eu leio de tudo, tudo mesmo. e na minha casa tinha a coleção completa da Agatha Christie, muita coisa do Bukowski e até Guy de Maupassant, Oscar Wilde e Erico Veríssimo tinha.
hoje, vendo as mp3 armazenadas no meu celular, eu constato que também parece que ele pertence a tres pessoas diferentes. uma que ouve Madonna, Michael Jackson e Bon Jovi, outra que ouve Alice in Chains e Guns n'Roses e uma terceira que gosta de MPB.
Então resolvi aprofundar o estudo das minhas tres personalidades (que nem a Hidra, que tinha 9 cabeças). Fui checar as minhas roupas e outras coisas e surpresa: montei um perfil de cada uma.
A menina pop- Ela ouve Madonna, Michael, George Michael, Bon Jovi, Andru Donalds, Mike and the mechanics e outras coisas ainda piores. ela usa vestidinhos florais, sandália bota e é a dona da coleção Agatha Christie e também dos livros da Regine Deforges. Também são dela os três biquinis do armário (é a única que gosta de praia) e o filme da "Noviça Rebelde" no PC. Também é dela o DVD do Grease.
A roqueira poser- ela tem a discografia completa do Guns, adora Nirvana e Alice in Chains, que ouve no celular. Lê Bukowski e Fante e tenta se comportar como eles. Anda sempre de botas pretas de cano alto, calça skinny e blusa preta. é ela quem aluga os DVDs do Robert Rodriguez e, qd está deprimida e precisando rir, os do Kevin Smith.
a pseudo-intelectual- São dela as obras completas de Shakespeare e Oscar Wilde, assim como os livros do Maupassant e do Veríssimo (do pai, Erico, o filho ela acha popular demais.) Também é ela que lê autores novos: JP Cuenca, Clarah Averbuck... pertencem a ela os CDs de MPB (Clube de Esquina, Djavan, samba, Chico Buarque, Gonzaguinha...) Ela usa as blusas de gola rulê que estão no armário, sempre combinando com os All Star coloridos. Sim, ela é quem ama o Almodovar- e seu filme predileto é "Ata-me".
Ah, sim, a primeira é professora, a segunda é "artista" e a terceira está louca pra viajar pro exterior e depois fazer mestrado em História da Arte. A primeira adora doces, a segunda só come porcaria e a terceira adora uma salada. A primeira adora passear de bike, a segunda sai á noite todos os finais de semana e a terceira adora museu, teatro e cinema. a primeira adora surpresas românticas e dormir abraçadinho, a segunda curte sexo casual e "hardcore" e a terceira só consegue dar pra um cara depois de achá-lo inteligente, articulado e bem-humorado.
em comum, só duas coisas: as tres adoram bichos e as tres são eu mesma.
e depois ninguém entende pq eu faço análise...
desculpem a "egotrip"! :) beijos!
Hoje eu me lembrei de uma bobagem engraçada. Um amigo meu, um dia, visitou meu conjugado no mundo real, fuçou meus livros e disse que parecia que moravam 3 pessoas diferentes na minha casa.
eu explico. eu sou viciada em letras impressas, então eu leio de tudo, tudo mesmo. e na minha casa tinha a coleção completa da Agatha Christie, muita coisa do Bukowski e até Guy de Maupassant, Oscar Wilde e Erico Veríssimo tinha.
hoje, vendo as mp3 armazenadas no meu celular, eu constato que também parece que ele pertence a tres pessoas diferentes. uma que ouve Madonna, Michael Jackson e Bon Jovi, outra que ouve Alice in Chains e Guns n'Roses e uma terceira que gosta de MPB.
Então resolvi aprofundar o estudo das minhas tres personalidades (que nem a Hidra, que tinha 9 cabeças). Fui checar as minhas roupas e outras coisas e surpresa: montei um perfil de cada uma.
A menina pop- Ela ouve Madonna, Michael, George Michael, Bon Jovi, Andru Donalds, Mike and the mechanics e outras coisas ainda piores. ela usa vestidinhos florais, sandália bota e é a dona da coleção Agatha Christie e também dos livros da Regine Deforges. Também são dela os três biquinis do armário (é a única que gosta de praia) e o filme da "Noviça Rebelde" no PC. Também é dela o DVD do Grease.
A roqueira poser- ela tem a discografia completa do Guns, adora Nirvana e Alice in Chains, que ouve no celular. Lê Bukowski e Fante e tenta se comportar como eles. Anda sempre de botas pretas de cano alto, calça skinny e blusa preta. é ela quem aluga os DVDs do Robert Rodriguez e, qd está deprimida e precisando rir, os do Kevin Smith.
a pseudo-intelectual- São dela as obras completas de Shakespeare e Oscar Wilde, assim como os livros do Maupassant e do Veríssimo (do pai, Erico, o filho ela acha popular demais.) Também é ela que lê autores novos: JP Cuenca, Clarah Averbuck... pertencem a ela os CDs de MPB (Clube de Esquina, Djavan, samba, Chico Buarque, Gonzaguinha...) Ela usa as blusas de gola rulê que estão no armário, sempre combinando com os All Star coloridos. Sim, ela é quem ama o Almodovar- e seu filme predileto é "Ata-me".
Ah, sim, a primeira é professora, a segunda é "artista" e a terceira está louca pra viajar pro exterior e depois fazer mestrado em História da Arte. A primeira adora doces, a segunda só come porcaria e a terceira adora uma salada. A primeira adora passear de bike, a segunda sai á noite todos os finais de semana e a terceira adora museu, teatro e cinema. a primeira adora surpresas românticas e dormir abraçadinho, a segunda curte sexo casual e "hardcore" e a terceira só consegue dar pra um cara depois de achá-lo inteligente, articulado e bem-humorado.
em comum, só duas coisas: as tres adoram bichos e as tres são eu mesma.
e depois ninguém entende pq eu faço análise...
desculpem a "egotrip"! :) beijos!
sexta-feira, 17 de julho de 2009
ai, que depressão. reli o primeiro texto do blog e percebi que estou exatamente na mesma situação em que estava qd escrevi ele , em novembro do ano passado.
será que eu vou achar a vida chata pra sempre? definitivamente, isso não combina comigo. isso não sou eu.
...acho que preciso de um pequeno milagre...
será que eu vou achar a vida chata pra sempre? definitivamente, isso não combina comigo. isso não sou eu.
...acho que preciso de um pequeno milagre...
sábado, 11 de julho de 2009
eu voltei, agora pra ficaaar....


Pois é, andei sem tempo, primeiro jurei que ia escrever um texto sobre o verão, depois outro sobre o carnaval, depois outro sobre educação, e mais um sobre o meu aniversário, ou sobre a minha estréia no stand-up comedy...acabei não escrevendo nada. mas hoje me deu saudade e resolvi voltar pra minha caixinha de sapatos virtual.
e como sempre, o assunto é desconexo e inútil. não sei se os meus cinco (será que ainda são cinco?) leitores sabem, mas eu sempre tive um sonho secreto: o de parecer (veja bem, parecer, não ser) bem vagabunda, assim no estilo Courtney Love. acho muito sexy, e super quero ser assim quando crescer.
por esses dias estava ouvindo e decorando a letra pra cantar junto (pois é, apesar de não ser mais adolescente, eu ainda faço isso) de "you know I'm no good" da Amy Winehouse. e tem uns trechos muito barbie sonho de junkie, tipo "I cried for you on the kitchen floor". olha que tudo! eu quero muito fazer isso, chorar borrando a maquiagem preta, jogada no chão da cozinha!!! mamãe, eu quero ser junkie!
mas eu nunca consegui. posso fazer a produção e a maquiagem que eu quiser, que sempre fico a cara da Swiss Miss, a moça do leite Moça. isso quando não fico "roubei a roupa da minha mãe nos anos 80 e fui tirar foto".
semana passada, por ocasião do meu aniversário, fui presenteada com algo muito especial: um legítimo vestido Givenchy. do brechó, mas quem se importa?? entendam o que isso pode causar em uma mulher que acompanhou as seis temporadas de "sex and the city", assistiu ao filme no cinema e aguarda ansiosa a possível continuação.
pois bem, o tal do grifado era preto, com tecido transparente, veludo e renda. capaz de fazer até a Zezé Macedo ficar sexy. Então, lá fui eu, toda pimpona, botei o tal do vestido, fiz uma supermaquiagem e resolvi tirar uma autofoto com celular (pra botar no orkut, típico) daquele momento dos meus 28 anos (pois é, daqui a pouco eu dobro o cabo da boa esperança).
e só vi a foto depois da festa. e constatei que fiquei igual a uma cortesã de filme hollywoodiano sobre a França na época da queda da Bastilha. Só falta o garrafão de vinho pra eu servir na taverna a luz de velas e depois sentar no colo de um bebado sem dente.
então, este texto é só pra dizer que eu desisto. é uma declaração de conformismo com a minha aparencia de swiss miss. essa foi a última tentativa.
seguem os registros fotográficos de duas desastrosas tentativas, incluindo a do Givenchy. podem rir a vontade.
beijos!!
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Sticky, sweet & fucking good!
Amigos, eu fui! Fui ao show da diva Madonna no domingo, no Maracanã, debaixo de uma chuvinha muito chata (fuck the rain, it has to go!). E tenho uns pitacos a dar, aqui, na sala (ou quarto, afinal, é conjugado) da minha shoebox.
Madonna é indiscutivelmente inteligente. mesmo aqueles que detestam louras, música pop, que detestam a própria Madonna têm que concordar. Acho que ela é o único caso de artista pop que cumpriu 25 anos de carrera sem jamais aparentar o mínimo sinal de decadencia. não é pra qualquer um. Michael não conseguiu, e duvido muito que nossa Britney "Crhistiane F" Spears chegue lá tão bem assim.
A maior prova de sua inteligência e capacidade de gerir a própria carreira e imagem é que ela sempre se reinventa. investe em novos estilos musicais, está sempre atenta ao que o público quer (por favor, sem discursos do tipo "o artista tem que se expressar"e bláláblá, estamos falando de música pop, pop, entendeu?). Seu show refletiu isso muito bem: intercalando sucessos antigos com músicas novas, agrada aos fãs de 12 e aos de 40, que acompanharam o início de sua carreira, ainda sem músculos, de cabelo despenteado e cantando Everybody. Mas, como ela não é boba, as músicas antigas são apresentadas em nova roupagem, com novos (e bons) arranjos.
Não vou nem mencionar o cuidado, profissionalismo e produção impecável do espetáculo: efeitos criativos, direção primorosa, coreografias bem boladas e ensaiadas, som irretocável, iluminação de tirar o fôlego e a excelente forma da loura. tudo isso todo mundo já sabe, é lugar comum, mas mesmo assim surpreende quando a gente ve de perto. eu sei o perrengue que é apresentar um espetáculo. como é difícil lidar com tantas variaveis, e tudo o que é humano é variavel. é surpreendente que uma produção daquele tamanho, envolvendo tantos artistas e tecnicos, resulte em algo tão afinado e proximo da perfeição.
mas enfim, isso aí não é só ela que faz: vemos outros exemplos de artistas que apresentam, espetáculos impecáveis, há 20 e tantos anos, especialmente quando têm dinheiro para suas produções. Exatamente por isso o que mais mexeu comigo no show da Madonna não foi a perfeição técnica, e sim a entrega dela como artista. ninguém faz 25 anos bem sucedidos de carreira artistica em cima de marketing, queridos. Madonna tem algo a dizer, tem uma verdade inegável como artista, e se dá inteira quando em cena. creiam-me, isso é duro. compartilhar sua energia, de cima do palco, com não-sei-quantas mil pessoas da platéia pode ser muito assutador- além de um sugadouro da sua energia vital.
e o que a gente mais ve por aí é gente que depois que já arranjou seu lugarzinho ao sol do mainstream, entra na famosa "zona de conforto". O U2 é um exemplo. fazem um show irretocável, mas sem a mesma entrega de há 20 anos. Madonna, aos 52 de vida e 25 de carreira, não precisava mais dançar, cantar, sapatear tanto; mas faz, e com a mesma energia dos shows da década de 80. só não usa mais os sutiãs pontudos!
ela anda de quatro, se arrasta no chão,conversa com o público, toma chuva, canta a capela, pula corda e exibe, gaiata, os músculos muito bem trabalhados pela yoga em duas horas (que parecem 15 minutos) de show. o que vemos ali não é alguém já "acostumado" a isso, nem uma artista já meio passada querendo tirar uma grana com a própria fama (como o meu querido Axl Rose fez aqui no Rock in Rio), fazendo cover de si mesma. vc vai a um show do Eric Clapton, por exemplo, pra ver o que foi o Eric Clapton. Mas quando vai a um show da Madonna, vc ve o que é a Madonna.
Olha, nada contra o Eric Clapton, eu fui no show dele na apoteose, em 2002, e curti muito! é só uma referencia, e tal...
a impressão que fica é que Madonna, mais do que qualquer outra coisa, ama fazer aquilo. Dançar, cantar, interagir com o público. e ainda sente o mesmo tesão ( no bom setido, amigos, no bom sentido!) que sentia aos 23 anos, cantando Hollyday de body preto com calça boca-de-sino.
Bem, os pontos altos, pra mim, foram "Into the groove" e "La isla bonita", sucessos que não saem da minha playlist. Mas fiquei também boquiaberta com a performance de "She's not me", onde ela ironiza sua própria imagem de artista. Muito bem bolado.
Bem, em janeiro, além de entrar no cheque especial de novo, vou escrever mais um comentário sobre shows, afinal, Sir Elton Jhon is coming to town!!
beijocas doces,
Maria
PS: A música de hoje é uma da loura que eu adoro, mas acho que ninguém lembra mais: "Spanish Eyes". Mais alguém sente vontade de abraçar ursinhos de pelúcia e cantar junto baixinho quando ouve essa baladinha no meio da madrugada? ou eu sou a única louca?
Madonna é indiscutivelmente inteligente. mesmo aqueles que detestam louras, música pop, que detestam a própria Madonna têm que concordar. Acho que ela é o único caso de artista pop que cumpriu 25 anos de carrera sem jamais aparentar o mínimo sinal de decadencia. não é pra qualquer um. Michael não conseguiu, e duvido muito que nossa Britney "Crhistiane F" Spears chegue lá tão bem assim.
A maior prova de sua inteligência e capacidade de gerir a própria carreira e imagem é que ela sempre se reinventa. investe em novos estilos musicais, está sempre atenta ao que o público quer (por favor, sem discursos do tipo "o artista tem que se expressar"e bláláblá, estamos falando de música pop, pop, entendeu?). Seu show refletiu isso muito bem: intercalando sucessos antigos com músicas novas, agrada aos fãs de 12 e aos de 40, que acompanharam o início de sua carreira, ainda sem músculos, de cabelo despenteado e cantando Everybody. Mas, como ela não é boba, as músicas antigas são apresentadas em nova roupagem, com novos (e bons) arranjos.
Não vou nem mencionar o cuidado, profissionalismo e produção impecável do espetáculo: efeitos criativos, direção primorosa, coreografias bem boladas e ensaiadas, som irretocável, iluminação de tirar o fôlego e a excelente forma da loura. tudo isso todo mundo já sabe, é lugar comum, mas mesmo assim surpreende quando a gente ve de perto. eu sei o perrengue que é apresentar um espetáculo. como é difícil lidar com tantas variaveis, e tudo o que é humano é variavel. é surpreendente que uma produção daquele tamanho, envolvendo tantos artistas e tecnicos, resulte em algo tão afinado e proximo da perfeição.
mas enfim, isso aí não é só ela que faz: vemos outros exemplos de artistas que apresentam, espetáculos impecáveis, há 20 e tantos anos, especialmente quando têm dinheiro para suas produções. Exatamente por isso o que mais mexeu comigo no show da Madonna não foi a perfeição técnica, e sim a entrega dela como artista. ninguém faz 25 anos bem sucedidos de carreira artistica em cima de marketing, queridos. Madonna tem algo a dizer, tem uma verdade inegável como artista, e se dá inteira quando em cena. creiam-me, isso é duro. compartilhar sua energia, de cima do palco, com não-sei-quantas mil pessoas da platéia pode ser muito assutador- além de um sugadouro da sua energia vital.
e o que a gente mais ve por aí é gente que depois que já arranjou seu lugarzinho ao sol do mainstream, entra na famosa "zona de conforto". O U2 é um exemplo. fazem um show irretocável, mas sem a mesma entrega de há 20 anos. Madonna, aos 52 de vida e 25 de carreira, não precisava mais dançar, cantar, sapatear tanto; mas faz, e com a mesma energia dos shows da década de 80. só não usa mais os sutiãs pontudos!
ela anda de quatro, se arrasta no chão,conversa com o público, toma chuva, canta a capela, pula corda e exibe, gaiata, os músculos muito bem trabalhados pela yoga em duas horas (que parecem 15 minutos) de show. o que vemos ali não é alguém já "acostumado" a isso, nem uma artista já meio passada querendo tirar uma grana com a própria fama (como o meu querido Axl Rose fez aqui no Rock in Rio), fazendo cover de si mesma. vc vai a um show do Eric Clapton, por exemplo, pra ver o que foi o Eric Clapton. Mas quando vai a um show da Madonna, vc ve o que é a Madonna.
Olha, nada contra o Eric Clapton, eu fui no show dele na apoteose, em 2002, e curti muito! é só uma referencia, e tal...
a impressão que fica é que Madonna, mais do que qualquer outra coisa, ama fazer aquilo. Dançar, cantar, interagir com o público. e ainda sente o mesmo tesão ( no bom setido, amigos, no bom sentido!) que sentia aos 23 anos, cantando Hollyday de body preto com calça boca-de-sino.
Bem, os pontos altos, pra mim, foram "Into the groove" e "La isla bonita", sucessos que não saem da minha playlist. Mas fiquei também boquiaberta com a performance de "She's not me", onde ela ironiza sua própria imagem de artista. Muito bem bolado.
Bem, em janeiro, além de entrar no cheque especial de novo, vou escrever mais um comentário sobre shows, afinal, Sir Elton Jhon is coming to town!!
beijocas doces,
Maria
PS: A música de hoje é uma da loura que eu adoro, mas acho que ninguém lembra mais: "Spanish Eyes". Mais alguém sente vontade de abraçar ursinhos de pelúcia e cantar junto baixinho quando ouve essa baladinha no meio da madrugada? ou eu sou a única louca?
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Retrospectiva 2008
Eu sei que é brega, mas todo ano eu acabo fazendo uma retrospectiva mental do que se passou.
Aliás, eu amo o Natal (ou o solstício de verão), mas o Ano Novo me deixa meio angustiada, sei lá pq. então esse ano resolvi fazer a "retrô" tb por aqui.
Em 2008, eu:
- passei um verão divertido, apesar das chuvas; fiz novos amigos, saí, dei risadas, dancei, tomei sol, dei e recebi amor e carinho, andei de braço dado (adoro!) , etc;
-trabalhei em uma colônia de férias e redescobri o prazer de pular corda;
-meu carnaval não foi lá essas coisas, mas não se pode ganhar todas;
- voltei a trabalhar com educação infantil, e reaprendi a escrever com letra bastão.
- aprendi muito sobre o meu trabalho em educação, com a turma mais difícil da minha carreira,e muitos conflitos com a direção da escola;
-redescobri meu lado (muito pequeno) de atriz, em um processo coletivo complicado e produtivo, onde também aprendi muito;
-aumentei minha flexibilidade: agora consigo alongar os braços quase até os tornozelos quando estou em pé (iupi!)
- passei 4 meses dormindo apenas 4 horas por noite;
- fiquei em temporada no teatro Miguel Falabella, que era um sonho antigo;
-tirei meu registro de atriz/diretora, coisa que vinha adiando há anos;
-trabalhei nas férias de meio de ano, pq precisava juntar dinheiro;
- visitei o túmulo da minha mãe duas vezes. sei que lá é só um local de homenagem, que ela está na Terra da Juventude (ou no Parnaso, como ela queria) mas mesmo assim não quero que fique esquecido;
-descobri que tenho um amigo que, por ser diferente de mim, me ensina muito;
-ganhei presentes maravilhosos;
-passei a noite do meu aniversário dançando com amigos (não há nada melhor);
- aliás, passei pelo menos 1/5 de 2008 dançando (heheheh);
-talvez tenha passado mais 1/5 lendo (incluindo aí muito Bukowiski, Marion Zimmer Bradley, Agatha Christie, Aldous Huxley, e, agora pro final do ano, descobri Simone de Beauvoir);
-descobri, estranhamente, após um sentimento ruim, que tenho meios de realizar um sonho alimentado com carinho há pelo menos 9 anos;
-revi totalmente, a partir disso, minha auto-imagem e também a maneira como estava conduzindo as minhas coisas. após isso, percebi que sou muito mais livre do que poderia imaginar;
-ajudei amigos nas horas dificeis e pedi a ajuda deles;
-ri de alegria, sozinha, pesando nos meus planos;
-redescobri o prazer de ouvir música no ônibus, graças a um celular com rádio;
-me alimentei bem;
-tive vitórias e derrotas na minha batalha diária pelos meus alunos. pude ajudar alguns, mas não todos;
-descobri que pedir carinho de vez em quando não é humilhante;
-comecei a compreender um pouco mais sobre a magia do cinema;
-descobri que as pessoas as vezes se enganam (positivamente) comigo;
-descobri um problema nas cordas vocais e comecei a trata-lo;
-tive que engavetar meu projeto sobre Artur Azevedo, mas estreei minha contação de histórias;
-não consegui colar grau na UFRJ;
-comecei a cursar a licenciatura;
-pela primeira vez um trabalho me procurou, e não o contrário;
-voltei a falar com uma amiga que andava afastada, por um lamentável equivoco,e que me fazia muita falta;
-reencontrei, em uma noite muito louca, outro amigo que me fazia muita falta, e que não sei pq andava afastado também!
-vi portas serem abertas por acaso, após dois anos de lutas inglórias contra muralhas e moinhos de vento indestrutíveis. de repente, e como se tudo o que eu amo, é como se a minha vida estivesse voltando pra mim;
- passei ótimos momentos de total entrega e comunhão de corpos e almas;
-e quando já considerava o ano encerrado, justamente quando achava que estava tudo em seu lugar, me vi em uma situação absolutamente inédita. pela primeira vez em toda a minha vida não sei o que quero. pela primeira vez não me sinto tão livre, independente, segura. estou assustada, mas não sei dizer se é ruim. descobri meu lado mulherzinha! :)
-descobri que preciso deixar claro para as pessoas que ser independente não é prescindir de companhia e de ajuda;
-descobri que sei fazer as pessoas rirem, e nem sempre acho isso bom;
-redescobri o prazer de escrever.
por enquanto, foi só. mas, enfim, ainda faltam 22 dias até o final de 2008...
hugs and kisses,
Maria
Aliás, eu amo o Natal (ou o solstício de verão), mas o Ano Novo me deixa meio angustiada, sei lá pq. então esse ano resolvi fazer a "retrô" tb por aqui.
Em 2008, eu:
- passei um verão divertido, apesar das chuvas; fiz novos amigos, saí, dei risadas, dancei, tomei sol, dei e recebi amor e carinho, andei de braço dado (adoro!) , etc;
-trabalhei em uma colônia de férias e redescobri o prazer de pular corda;
-meu carnaval não foi lá essas coisas, mas não se pode ganhar todas;
- voltei a trabalhar com educação infantil, e reaprendi a escrever com letra bastão.
- aprendi muito sobre o meu trabalho em educação, com a turma mais difícil da minha carreira,e muitos conflitos com a direção da escola;
-redescobri meu lado (muito pequeno) de atriz, em um processo coletivo complicado e produtivo, onde também aprendi muito;
-aumentei minha flexibilidade: agora consigo alongar os braços quase até os tornozelos quando estou em pé (iupi!)
- passei 4 meses dormindo apenas 4 horas por noite;
- fiquei em temporada no teatro Miguel Falabella, que era um sonho antigo;
-tirei meu registro de atriz/diretora, coisa que vinha adiando há anos;
-trabalhei nas férias de meio de ano, pq precisava juntar dinheiro;
- visitei o túmulo da minha mãe duas vezes. sei que lá é só um local de homenagem, que ela está na Terra da Juventude (ou no Parnaso, como ela queria) mas mesmo assim não quero que fique esquecido;
-descobri que tenho um amigo que, por ser diferente de mim, me ensina muito;
-ganhei presentes maravilhosos;
-passei a noite do meu aniversário dançando com amigos (não há nada melhor);
- aliás, passei pelo menos 1/5 de 2008 dançando (heheheh);
-talvez tenha passado mais 1/5 lendo (incluindo aí muito Bukowiski, Marion Zimmer Bradley, Agatha Christie, Aldous Huxley, e, agora pro final do ano, descobri Simone de Beauvoir);
-descobri, estranhamente, após um sentimento ruim, que tenho meios de realizar um sonho alimentado com carinho há pelo menos 9 anos;
-revi totalmente, a partir disso, minha auto-imagem e também a maneira como estava conduzindo as minhas coisas. após isso, percebi que sou muito mais livre do que poderia imaginar;
-ajudei amigos nas horas dificeis e pedi a ajuda deles;
-ri de alegria, sozinha, pesando nos meus planos;
-redescobri o prazer de ouvir música no ônibus, graças a um celular com rádio;
-me alimentei bem;
-tive vitórias e derrotas na minha batalha diária pelos meus alunos. pude ajudar alguns, mas não todos;
-descobri que pedir carinho de vez em quando não é humilhante;
-comecei a compreender um pouco mais sobre a magia do cinema;
-descobri que as pessoas as vezes se enganam (positivamente) comigo;
-descobri um problema nas cordas vocais e comecei a trata-lo;
-tive que engavetar meu projeto sobre Artur Azevedo, mas estreei minha contação de histórias;
-não consegui colar grau na UFRJ;
-comecei a cursar a licenciatura;
-pela primeira vez um trabalho me procurou, e não o contrário;
-voltei a falar com uma amiga que andava afastada, por um lamentável equivoco,e que me fazia muita falta;
-reencontrei, em uma noite muito louca, outro amigo que me fazia muita falta, e que não sei pq andava afastado também!
-vi portas serem abertas por acaso, após dois anos de lutas inglórias contra muralhas e moinhos de vento indestrutíveis. de repente, e como se tudo o que eu amo, é como se a minha vida estivesse voltando pra mim;
- passei ótimos momentos de total entrega e comunhão de corpos e almas;
-e quando já considerava o ano encerrado, justamente quando achava que estava tudo em seu lugar, me vi em uma situação absolutamente inédita. pela primeira vez em toda a minha vida não sei o que quero. pela primeira vez não me sinto tão livre, independente, segura. estou assustada, mas não sei dizer se é ruim. descobri meu lado mulherzinha! :)
-descobri que preciso deixar claro para as pessoas que ser independente não é prescindir de companhia e de ajuda;
-descobri que sei fazer as pessoas rirem, e nem sempre acho isso bom;
-redescobri o prazer de escrever.
por enquanto, foi só. mas, enfim, ainda faltam 22 dias até o final de 2008...
hugs and kisses,
Maria
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