segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Bellydancers

E lá vamos nós pra mais um espetáculo.

o clima de sempre no camarim; cumplicidade feminina. empréstimo de alfinetes e kajais. ajuda pra fechar o cinturão. Meu cabelo tá bom? e o cheiro onipresente de incenso.
Mulheres de todos os tipos, ttamanhos, idades, etinias, estilos. Todas unidas em torno da mesma coisa. Há sete mil anos.
Somos todas belas. Todas, nesse momento, são sacerdotisas de Isis.
O poder de todos os ventres é o poder do Sagrado Feminino.
E a dança e a Sua oração. :)

quinta-feira, 28 de março de 2013

Agenda


Há sempre tanto a fazer...
Pelo Brasil
Pela minha carreira
Pelo que sobrou da minha família
Pelos alunos
Pela educação publica
Pela minha formação
Pela Arte
Pelos meus amigos
Planos rendimentos saúde relacionamento reputação

Que quase não sobra tempo para
Ver a chuva chegar
Você dormir
Dançar descalça na grama
Olhar a lua
Encher a cara
Rir ler besteira
Ouvir a risada dos alunos e a musica brega dos anos 90

Mas a gente dá um jeito
Aproveita os cantinhos
Frestas desvãos
E brota mesmo assim
Rick Astley e gargalhadinhas
Stephen King chuvisco na Rio-Petropolis
Sex on the beaches amigas e risadas
Roda de samba no Sal descalça e com lua
E acordar antes de voce
Te dar beijinhos nos olhos
Fechados
E sair. 




quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

even flow

Porque são muitos demonios. Legião (e não é Urbana). Duendes que falam falam falam sussurram gritam riem perguntam...
Um deles diz "voce é velha demais pra ser mãe."
Outro diz "voce é pobre demais pra ter uma casa"
Outro "voce e burra demais pra ser mestre"
E ainda um "voce vai morrer jovem como sua mãe"
e todos, em coro, "vai dar errado!"
e uma, risonha: "voce tá velha e gorda"
e, o ultimo: "ele não quer".
aí o remedio é: Smells like teen spirit, Malibu, Two hearts, Other side, Iwill survive, Aeroplane, Here comes your man, Water, Come toghether....
e toca a mexer o quadrilzinho, levantar os braços, cantar junto, fechar os olhos, até cansar.
porque também, sem um passinho, ninguem segura esse rojão.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Poema Amarelinho

Pátio
com sol.

Amarelinha
no chão.

Duas meninas
uma, pálida, uma nuvem de cabelo preto.
A outra, moreninha,
toda cachos e covinhas.

Rolam a pedrinha, pulam, correm, riem, tiram os sapatos.
os passarinhos e plantas também brincam.
Até o sol quer pular.

Mais a frente
serão engenheiras professoras tias noivas maes consumidoras

e terão
contas casas filhos namorados  enxaquecas aspiradores de pó computadores

Terao tambem
a lembrança do sol do cheiro do som das cores
desse dia de amarelinha.

(porque sempre carregamos essas impressões pela vida afora, né)

(se foi assim assim será)

Mas agora
elas ainda nao sabem que são eternas.




sábado, 26 de maio de 2012

Cheek to cheek

-Eu nunca vou te deixar cair.

 Musica, abraço apertado, girar, girar. Seu perfume, o calor do seu peito, a força dos seus braços nas minhas costas.

 -Eu nunca vou te deixar cair.

 E eu queria responder que te amei e amo, de novo, e amarei, de novo, mas cade coragem?

 -Eu nunca vou te deixar cair.

 E se eu estiver errada, me enganando, então que seja. Quero me enganar só hoje, só agora, na pista de dança. Só um pouquinho. So por hoje, como os alcoolatras. Porque estou tão cansada...só por hoje me apoiar no seu abraço, aceitar o abrigo dos seus ombros.

 -Eu nunca vou te deixar cair.

 "O esforço pra lembrar/é vontade de esquecer", alguem canta, longe, longe, e será que o esforço pra esquecer é vontade de lembrar, então?

 -Eu nunca vou te deixar cair.

 E com voce eu danço, no pó da estrada, no ritmo, fora dele, e deixo vc conduzir. fecho os olhos e te sigo. E não me importo se estão olhando e não entendendo nada.

 -Eu nunca vou te deixar cair.

 E eu nao vou esquecer disso. :)

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Volto de viagem e os problemas me esperam sentados na sala de casa. O importante e caminhar sempre:quando estou na trilha eles não podem me pegar. Deixar a saudade vir e ir embora. Porque não tenho escolha. Mas ela sempre vai embora. E um dia ela não volta mais.

quinta-feira, 1 de março de 2012

O Rei de Paus

E nao e bem uma dor. E so uma ausencia que esta aqui. Nao tem ansiedade, angustia, lamuria, lagrima. Tambem nao tem ilusao: sei perfeitamente que essa foi a melhor soluçao - na verdade nao havia outra possivel. Estamos, como diria o Doutor Pangloss, no melhor dos mundos. Ainda tenho lucidez pra ver isso- it's all about chorar o morto.

Mas a ausencia esta aqui. Senta do meu lado no onibus e no metro, depois que baixa a adrenalina do furor pedagogico, ou depois que as amigas pagam as caipvodkas e vao embora. Ela se enrosca do lado direito da cama na hora de dormir, me lembrando de pratos compartilhados de arroz integral, me lembrando de um dia na praia e uma noite de chuva, me lembrando de quando eu lavei seu cabelo, me lembrando os beijos, me lembrando, me lembrando, me lembrando.

se vai passar? ah, eu sei que vai...mas por enquanto, esta aqui.